A mentira me incomoda e muito, gosto muito da verdade pura, das pessoas sinceras. Mas dizem que a verdade dói, concordo as vezes a verdade feri. Acredito que isto acontece porque o ser humano nunca está pronto, como diz Pe. Fábio estamos em processo de construção, estamos em processo de vir a ser o que não somos.
Reconhecer-se imaturo é uma virtude, mas ninguém aceita ser chamado de infantil, porém carrego a certeza de que, é nos momentos que me reconheço pequena, frágil, imatura e que deixo a verdade me ferir, que cresço, desabrocho. O difícil é conviver com os outros que não se permitem ser feridos, porque preferem viver com suas verdades. Assim eu me questiono, estaria eu sendo falsa quando por respeito escondo minhas verdades para não ferir aos que desejam permanecer intactos?
Sou como uma ostra que para dá pérola precisa ser ferida. Posso até chorar a dor de ser ferida, mas são essas lágrimas que adubam meu crescimento. Durante um tempo carreguei no peito a certeza de ser uma pessoa madura, engano meu. Sofri a dor de ser ferida, de ser rasgada e acrebantei meu coração, e ali cresci, como eu cresci, ali eu iniciei meu processo de amadurecimento. Passei a enxergar nos meus erros e nos dos outros as oportunidades de fazer e ser diferente, pois como uma ostra eu desejo ser pérola.
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